Teologia feminista: Há espaço para o discurso feminista no ambiente religioso?

Acredito ser pertinente colocar o discurso em questão. Afinal, hodiernamente lemos ou presenciamos casos de divergência entre a pauta feminista e a proposta da igreja¹ no século XX.

O termo teologia feminista vivenciado durante o regime militar, no estado de Pernambuco, surgiu como uma vertente da teologia da libertação, liderada por Dom Hélder Câmara. Apesar, de ser uma teologia “comunista” aos olhos da igreja, hoje ela encontra um espaço considerado tanto no ambiente da academia como naqueles que promovem a fé.

A crítica que a teologia feminista trouxe foi a formulação de questionamentos sobre a origem do patriarcado e como este modelo de hierarquização dos gêneros refletia a condição de vítima da mulher perante a sociedade. Inicialmente, a igreja observou tal teologia como uma afronta a um dos pilares da nossa sociedade, alegando até ser uma falta de fé dos seguidores destes questionamentos.

Todavia, a igreja olhou pra si (como nós fazemos à frente do espelho) e percebendo a distorção da própria definição do patriarcado², observou e hoje algumas igrejas até revelam uma simpatia para abordar o movimento feminista.

Com base nesse movimento vivo, corrente e, dinâmico já existe vários espaços para a construção do debate mais racional, evitando a guerra, evitando o “nós contra eles”.

Por fim, a pauta feminista vai mais além do que só ser aceita, ela deseja mais, como por exemplo, o direito ao aborto (católicas pelo direito de decidir), direitos reprodutivos e sexuais, igualdade do salário, maior visibilidade dos crimes domésticos… A pauta é grande, as violações também.

Pois bem, depois desta breve conversa, gostaria de perguntar a vocês:Há espaço para a pauta feminista através da teologia feminista nas igrejas?

¹ Igreja no sentido amplo, ou seja, não faço pontuações mais definidas acerca das várias denominações entre as igrejas de linha protestante, muito menos defini-las como seitas ou uma igreja. A igreja em questão, é qualquer confissão de fé baseada na fé hebraica-cristã ocidental.

² O patriarcado um dos pilares. Sobre isso não há questionamento aceito. O questionamento ocorre uma vez que cabe ao pai, marido ou afins zelar, proteger toda sua família em conjunto com sua esposa, filha ou afins. Não é obra da igreja, ou gosto da igreja que homens batam em suas esposas porque são homens. Esse foi o questionamento aceito.

Utilizei para pesquisa:

http://catolicas.org.br/

https://leonardoboff.wordpress.com/2011/08/09/quarenta-anos-da-teologia-da-libertacao/

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-026X2006000100016&script=sci_arttext

OS DIREITOS REPRODUTIVOS E O DIREITO À VIDA: UM DEBATE ACERCA DO ABORTO VOLUNTÁRIO E SUAS (DES)PROPORCIONALIDADES; Simpósio Regional da ABHR 2015. Rayssa Laênny Silva Chapoval. Josenilda Maria da Silva Chapoval;

 

 

 

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1 comentário Adicione o seu

  1. Fabiana disse:

    Seus textos são excelentes. Parabéns!!!

    Uma sugestão para o próximo post, algo bem simples por sinal, mas que vai ajudar bastante ao graduando em Direito, seria indicações de livros que todo estudante de Direito deve ler.

    Fica a dica!!!

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